A edição 2015 do Reuters Institute Digital News Report, pesquisa da instituição do mesmo nome, que faz parte da Universidade de Oxford, revela novos insights sobre o consumo de notícias digitais. A pesquisa abrange 12 países (EUA , Reino Unido, Irlanda, Alemanha, França, Itália, Espanha , Dinamarca, Finlândia , Brasil, Japão e Austrália).

A pesquisa mostra uma aceleração do ritmo para plataformas de mídia social como alternativas para o público, juntamente com um aumento no uso dos smartphones para o acesso digital às notícias.

Ainda de acordo com o relatório, nós (brasileiros) somos o segundo entre os consumidores de notícias que mais confiam nas fontes disponíveis com 62%, só perdemos para os finlandeses com 68%. Já os mais incrédulos foram os norte-americanos com 32%. Veja no gráfico abaixo:

Principal fonte de notícias 

A pesquisa também apontou que a TV ainda é a maior fonte de notícias. Na maior parte dos países, ela é não só a maior fonte de notícias, mas o meio que tem maior credibilidade.



No Brasil, este último item não foi aferido pela pesquisa e, se contando, as mídias sociais, o meio perde de pouco para as notícias via rede. Só que o site líder de notícias on line é o G1, o site da Rede Globo, como citado no blog Coleguinhas, Uni-vos!. Conforme mostrado no gráfico abaixo:

 

No gráfico seguinte mostra os veículos mais confiáveis entre os consumidores de notícias no Brasil.

 

Dados Brasileiros  

Sobre nós, a pesquisa aponta que estamos entre os usuários de topo do mundo de blogs e redes sociais, atraindo estabelecimentos estrangeiros, como Buzzfeed, o Jornal espanhol El País e o Huffington Post, que lançou suas versões em português entre 2012 e 2013.

Já 2014 foi eleito o ano do WhatsApp- ou ZapZap como é conhecido no Brasil. Organizações de notícias e estações de rádio têm utilizado a ferramenta para construir uma rede colaborativa para compartilhar informações sobre congestionamentos de trânsito nas grandes cidades.

Além disso, o WhatsApp é mais barato em comparação com as tarifas telefônicas normais, o que explica seu rápido crescimento.

O relatório também aponta que a participação on-line aumentou acentuadamente durante as eleições do ano passado e a crise econômica. Facebook , Twitter e Instagram foram inundadas com vídeos relacionados com as eleições com paródias e memes – , além de discussão e conteúdos compartilhados via WhatsApp.

Facebook no Brasil é a segunda maior rede social fora dos EUA.

O papel das redes sociais 

Durante o ano passado houve um novo foco sobre o papel do Facebook em distribuição de notícias online. A pesquisa mostrou que a rede Mark Zuckerberg está se tornando cada vez mais dominante.

Entre os consumidores de notícias online 41% usam a rede para encontrar, ler, assistir, compartilhar ou comentar sobre as notícias a cada semana – mais de duas vezes em relação ao uso de seu rival, o Youtube.

Para facilitar a consulta, segue o link do relatório completo.

Clique aqui para consultar o relatório com os dados brasileiros.

Camila Rocha

Jornalista | Redatora | Social Media | Consultora Digital